O cantor Wesley Safadão voltou a se manifestar sobre as críticas envolvendo os valores recebidos por apresentações contratadas por prefeituras, especialmente no Nordeste. O tema ganhou repercussão após declarações de Renan Santos, que acusou o artista de se beneficiar de recursos públicos e o classificou como “ícone da corrupção”.
Na última semana, a Justiça do Ceará determinou que o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) removesse conteúdos com esse teor das redes sociais. A decisão faz parte de uma ação movida pelo cantor por calúnia, difamação e injúria.
Defesa do artista
Em entrevista concedida ao portal g1, nos bastidores de um evento em Ribeirão Preto (SP), Safadão afirmou estar tranquilo em relação às acusações e reforçou que não há qualquer irregularidade nos contratos firmados.
💬 “A gente está bem tranquilo. Não há crime algum. Estamos apenas executando nosso trabalho”, disse.
O cantor destacou ainda que as contratações seguem critérios legais e que não existe imposição por parte de sua equipe.
💬 “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu deito com a consciência tranquila”, afirmou.
Valores e mercado
Um dos pontos que geraram debate foi o cachê de aproximadamente R$ 1,5 milhão para apresentação no São João de Caruaru em 2026. Sobre isso, o artista argumentou que o valor está alinhado com sua trajetória e com o retorno proporcionado aos eventos.
💬 “Não existe artista caro. Existe artista que não se paga”, comentou.
Segundo ele, o crescimento nos valores ao longo dos anos acompanha a evolução da carreira e da demanda por seus shows.
Acusações e decisão judicial
Renan Santos havia afirmado que o cantor teria firmado dezenas de contratos milionários com prefeituras entre 2024 e 2025, levantando suspeitas sobre o uso de recursos públicos. Diante das declarações, Safadão entrou na Justiça.
Na segunda-feira (27), o artista conseguiu uma decisão favorável no processo, obrigando a retirada das publicações consideradas ofensivas.
Debate público
O caso reacende a discussão sobre os altos cachês pagos a artistas em eventos públicos, principalmente em cidades de menor porte, e a transparência na utilização de recursos municipais.
Enquanto isso, Wesley Safadão mantém sua agenda de shows e afirma seguir focado na carreira, sustentando que todas as suas atividades estão dentro da legalidade.