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Lula cita Tarcísio e ignora Flávio Bolsonaro após empate técnico entre eles.

O Palácio do Planalto deu início, ainda que de forma indireta, à disputa presidencial prevista para outubro. Durante um jantar com deputados federais, realizado na noite desta quarta-feira (4), na residência oficial da Granja do Torto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou de lado o discurso estritamente administrativo e entrou de vez no debate sobre a sucessão presidencial.

No centro das conversas, um nome chamou atenção: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ao mencioná-lo explicitamente como possível adversário eleitoral, Lula optou por não citar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje apontado como principal representante do bolsonarismo no cenário nacional.

Para parlamentares que participaram do encontro, o gesto não foi casual. A leitura é de que o presidente busca antecipar o embate e, estrategicamente, escolher um oponente com perfil técnico e de gestor, evitando uma polarização direta com a família Bolsonaro, que ainda mobiliza fortemente a base conservadora.

Durante o jantar, Lula demonstrou confiança no resultado do próximo pleito. “Não ganhamos ainda, mas vamos ganhar”, disse aos deputados, em meio a um ambiente marcado por avaliações sobre o avanço da oposição nas pesquisas eleitorais.

A ausência do nome de Flávio Bolsonaro no discurso presidencial causou surpresa entre integrantes do Centrão. O senador tem apresentado crescimento constante nos levantamentos recentes e já aparece em empate técnico com Lula, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais divulgada nas pesquisas desta semana. O cenário indica um confronto cada vez mais equilibrado e reforça a resiliência do eleitorado oposicionista.

Reaproximação com o Congresso

Além do debate eleitoral, o encontro também teve como pano de fundo a tentativa de fortalecer a relação do Executivo com o Legislativo. Lula fez elogios públicos ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizando um esforço para manter uma convivência estável em um ano marcado por campanhas municipais e possível esvaziamento do Congresso.

A articulação política deve avançar nas próximas semanas. Após o Carnaval, o presidente planeja uma reunião com a cúpula do Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O objetivo é consolidar alianças, garantir apoio institucional e assegurar que o governo continue pautando o debate público em um ano decisivo para o cenário político nacional.

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