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Confronto direto em alto mar:
Os Estados Unidos intensificaram ações contra petroleiros que transportam petróleo venezuelano, interceptando e tentando abordar navios em águas internacionais perto da Venezuela. O último foi o navio Centuries, com cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo, segundo autoridades americanas — o que Caracas classificou como “pirataria internacional”. Essa ação faz parte de um esforço mais amplo de bloqueio dos EUA contra embarcações que desrespeitam as sanções contra o regime de Nicolás Maduro. Reuters+1
Bloqueio e aumento de pressão:
O presidente dos EUA ordenou um bloqueio total e completo de petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela, intensificando as restrições contra as exportações de petróleo, principal fonte de receita de Caracas.
O governo americano alega que parte do governo venezuelano, especialmente membros da chamada Cártel de los Soles, estaria envolvida em tráfico de drogas e financiamento de atividades criminosas. Washington chegou a classificar essa organização como terrorismo e colocou uma recompensa pela prisão de Maduro.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. As sanções e ações recentes dos EUA — incluindo tarifas sobre países que importam petróleo venezuelano e bloqueios a navios — visam reduzir os recursos financeiros do governo venezuelano, pressionando o regime. CNN Brasil
Os EUA aumentaram a presença militar no Caribe e no Pacífico com a justificativa oficial de combater cartéis e narcotráfico. Isso incluiu ataques marítimos a barcos no mar que Washington associa a operações ilícitas, embora muitos analistas digam que não há provas claras de vínculos diretos com o Estado venezuelano.
Venezuela nega as acusações e considera as ações dos EUA hostis e ilegais.
O governo de Nicolás Maduro chama as operações de Washington de tentativa de golpe ou intervenção direta para derrubar o regime. Caracas enfatiza que os EUA estão violando leis internacionais e ameaçando a soberania venezuelana. CNN Brasil
Além disso, Maduro ordenou mobilização de tropas e milícias para se defender de possíveis ações militares americanas e pediu o apoio de organizações internacionais como a ONU.
Países vizinhos e líderes latino-americanos estão preocupados com a escalada.
Líderes do México e do Brasil estão chamando à calma e pedindo mediação diplomática para evitar um conflito maior. Al Jazeera
Potências como Rússia e China também criticaram fortemente a presença militar dos EUA no Caribe, dizendo que isso ameaça a paz e a estabilidade regionais.
Até o momento:
✔️ Não há negociações diplomáticas oficiais em andamento entre Washington e Caracas para resolver o impasse.
✔️ O diálogo direto entre os governos está praticamente inexistente, e as relações diplomáticas permanecem congeladas ou muito tensas.
✔️ As ações militares e de pressão econômica continuam sendo usadas como instrumentos de política externa pelos EUA.
✔️ Autoridades venezuelanas exigem intervenção da ONU e outras instâncias internacionais para conter o que chamam de agressão.
A tensão atingiu um novo pico em dezembro de 2025, com intervenções em alto mar e bloqueios. Reuters
Os EUA afirmam que suas ações visam combater narcotráfico e terrorismo e pressionar Maduro. The Guardian
A Venezuela considera essa pressão uma ameaça à sua soberania e uma tentativa de derrubar seu governo. CNN Brasil
Países da região estão pedindo desescalada e mediação internacional.