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Com a chegada do Carnaval, cresce também a preocupação com doenças em meio às grandes aglomerações. A memória da Covid-19 — cujo primeiro caso no Brasil foi confirmado em uma Quarta-feira de Cinzas de 2020 — ainda está viva. Agora, com registros recentes do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh, surge a dúvida: existe risco para o Brasil durante a folia?
Segundo o Ministério da Saúde, não há motivo para alarde. O país não registra nenhum caso confirmado de Nipah, e a possibilidade de uma pandemia causada pelo vírus é considerada baixa. A avaliação está alinhada à da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma não haver evidências de disseminação internacional.
Em entrevista ao SBT News, o virologista Paulo Brandão, professor da USP, explicou que os surtos registrados até agora foram pontuais e restritos a regiões específicas da Ásia, com poucos casos e baixa capacidade de transmissão entre pessoas. Por isso, neste momento, o risco de introdução do vírus no Brasil — inclusive durante o Carnaval — é considerado muito baixo.
Especialistas reforçam, no entanto, que grandes eventos exigem atenção constante das autoridades sanitárias. Vírus já conhecidos, como os da gripe e da Covid-19, podem se espalhar com mais facilidade em ambientes lotados, especialmente porque a transmissão pode ocorrer antes mesmo do surgimento de sintomas.
A recomendação segue clara: manter a vacinação atualizada contra Covid-19, influenza e sarampo, adotar medidas de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis — como o uso de preservativos — e estar atento a sintomas suspeitos.
O Brasil também mantém monitoramento em portos e aeroportos e reforçou sua capacidade de vigilância após a pandemia. Embora não exista vacina ou tratamento específico contra o Nipah, o sistema de saúde está mais preparado para identificar e isolar casos suspeitos, se necessário.
Ou seja, o momento é de informação e prevenção — não de pânico.