O ministro dos Transportes, Renan Filho, deve anunciar nesta quarta-feira (18) novas medidas para reforçar a fiscalização do cumprimento da tabela do preço mínimo do frete no Brasil. O objetivo é evitar uma possível greve de caminhoneiros prevista para começar na quinta-feira (19).
A tabela do frete estabelece um valor mínimo obrigatório para o transporte rodoviário de cargas, garantindo uma remuneração básica para os caminhoneiros e ajudando a cobrir despesas como combustível, manutenção, pneus e pedágios.
O anúncio será feito ao lado do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio, órgão responsável por fiscalizar o cumprimento dessas regras.
⚖️ Fiscalização mais rigorosa
Segundo o ministro, a intenção é tornar a fiscalização mais eficaz e responsabilizar empresas e contratantes que não respeitarem os valores mínimos.
💬 “Quem insistir em desrespeitar a tabela será responsabilizado, com medidas para interromper irregularidades e corrigir distorções no mercado”, afirmou.
⛽ Diesel e custos pressionam categoria
A ameaça de paralisação ocorre em meio à insatisfação dos caminhoneiros com o recente aumento do diesel anunciado pela Petrobras, além das reclamações sobre pedágios, custos operacionais e a falta de fiscalização adequada.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que o movimento não tem motivação política.
💬 “É uma questão de sobrevivência. Muitos caminhoneiros estão trabalhando sem conseguir cobrir os próprios custos”, declarou.
Por outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que não vê motivo para paralisação, alegando que o governo já tomou medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis.
📊 O cenário segue em negociação e os próximos dias serão decisivos para saber se a greve será confirmada ou evitada.
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