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A Justiça dos Estados Unidos sentenciou à prisão perpétua, nesta quarta-feira (4/2), o americano Ryan Routh, de 59 anos, acusado de planejar e tentar realizar um ataque armado contra o então candidato Donald Trump durante a campanha presidencial de 2024. A decisão foi tomada pela juíza federal Aileen Cannon, em tribunal localizado em Fort Pierce, na Flórida.
Routh foi considerado culpado por cinco crimes, entre eles tentativa de assassinato, após um julgamento que se estendeu por semanas. Na sentença, a magistrada destacou que as provas apresentadas ao júri revelaram um plano cuidadosamente elaborado e executado com antecedência, classificando a ação como uma ameaça direta ao processo democrático dos Estados Unidos. Segundo a juíza, a gravidade dos fatos justificou a aplicação da pena máxima prevista na legislação federal.
O veredicto de culpa havia sido definido em setembro do ano passado. Durante o julgamento, o réu optou por dispensar advogados e assumir a própria defesa, mesmo sem formação jurídica, o que gerou diversos momentos de tensão. Em várias ocasiões, ele foi advertido pelo tribunal por se afastar do foco do processo e comprometer o andamento das audiências.
De acordo com o Ministério Público, Ryan Routh passou semanas monitorando a rotina de Donald Trump, utilizando celulares descartáveis, identidades falsas e realizando pesquisas detalhadas sobre deslocamentos e compromissos públicos do então candidato. O plano chegou ao ápice em 15 de setembro de 2024, quando agentes do Serviço Secreto localizaram o suspeito escondido em uma área de mata próxima ao Trump International Golf Club, em West Palm Beach, enquanto Trump praticava golfe no local.
Ao perceber a presença do homem, que estava armado com um rifle de estilo militar, um dos agentes efetuou um disparo para neutralizar a ameaça. O suspeito conseguiu fugir inicialmente, abandonando a arma, mas foi identificado e capturado horas depois com o auxílio de um civil que anotou a placa do veículo utilizado na fuga.
Segundo informações da Associated Press, a promotoria defendeu a prisão perpétua, alegando que o acusado demonstrou disposição para matar qualquer pessoa que tentasse impedir seus planos e que não apresentou sinais de arrependimento. A defesa, por sua vez, solicitou uma pena de 27 anos de prisão, argumentando problemas psicológicos e questionando a condução do julgamento, mas o pedido foi negado.
Além da tentativa de assassinato, Routh também foi condenado por posse ilegal de armas de fogo e obstrução de agente federal. Após a leitura da sentença, o réu tentou se ferir com uma caneta dentro do tribunal e precisou ser contido por agentes de segurança.
Em reação à decisão judicial, Donald Trump comentou o caso em sua rede social, a Truth Social, afirmando que o condenado tinha “intenções malignas” e elogiando a atuação rápida e eficaz das forças de segurança.