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A morte de um paciente dentro do Hospital Municipal de Cravolândia, no Vale do Jiquiriçá, tem provocado forte repercussão e revolta entre moradores do município desde a última sexta-feira (02/01). Alenil Jerônimo dos Santos, conhecido popularmente como “Budego”, deu entrada na unidade hospitalar durante a tarde após passar mal na zona rural e ser socorrido por uma ambulância do próprio município.
De acordo com familiares, Alenil faleceu por volta das 17h40, ainda no hospital. O caso rapidamente ganhou destaque nas redes sociais, onde amigos e parentes passaram a cobrar explicações da direção da unidade de saúde, levantando questionamentos sobre a ausência de atendimento médico no momento crítico.
Informações que circulam na cidade apontam que a médica plantonista teria se ausentado da unidade para acompanhar a transferência de uma gestante em trabalho de parto, encaminhada de Cravolândia para Jequié. Durante esse período, segundo relatos, não houve a presença de outro médico para assumir o plantão, o que teria deixado o hospital sem profissional habilitado para atender o paciente.
Em nota oficial, a Direção do Hospital Municipal de Cravolândia afirmou que o município prestou a devida assistência a Alenil e que todas as equipes de saúde atuaram com agilidade, responsabilidade e humanização, seguindo os protocolos estabelecidos.
“A direção do Hospital Municipal de Cravolândia vem, por meio desta nota, esclarecer que, diante do fato ocorrido nesta sexta-feira, 02 de janeiro de 2026, a assistência foi prontamente prestada à pessoa envolvida. Desde o primeiro momento, as equipes de saúde atuaram de forma ágil, técnica e incansável, seguindo rigorosamente os protocolos de atendimento, com o objetivo de salvar vidas. Todos os profissionais envolvidos estiveram mobilizados, demonstrando compromisso, responsabilidade e humanização no atendimento prestado”, diz um trecho do comunicado, que também expressa solidariedade à família e se coloca à disposição para esclarecimentos.
Apesar da nota, a situação segue gerando críticas. Um vídeo divulgado pela página Inovar Cast, nas redes sociais, questiona a conduta da direção do hospital e a falta de médico no momento do atendimento, ampliando o debate entre moradores da cidade.
Há ainda informações de que Alenil fazia uso frequente de bebida alcoólica, porém não existe confirmação oficial de que ele estivesse ingerindo álcool no momento em que passou mal. O caso segue cercado de questionamentos e aumenta a pressão por esclarecimentos mais detalhados por parte das autoridades de saúde do município.
Fonte: Marcos Frahm